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Reflexões
 


Rumos e rumores

Tua Palavra é nua

Crua carne que me alimenta

Cara é a Graça que me sustenta

Ainda.

Linda espera que angustia

Dor do tempo que dilacera

Olho ao longe uma outra terra

Pátria.

Solto procuro outro

Preso por mais um pouco

Solto um grito rouco

Livre.

Linda espera que angustia

Dor do tempo que dilacera

Olho ao longe uma outra casa

Tua.

Corro e quase morro

Tempo, fogo inextinguível

Verbo, poder indestrutível

Medo.

Linda espera que angustia

Dor do tempo que dilacera

Olho ao longe uma outra vida

Nova.

 

 



Escrito por PePaulo às 01h09
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Fragmentos

Busco a resposta oposta à mentira

Como quem procura a cura da ira.

E busco no lusco-fusco da filosofia

O verbo turvo e curvo da sabedoria.

Quisera que a quimera fosse descoberta

Ainda que não fosse linda como rosa aberta.

Esconde não sei onde todo o sentimento

E chora por uma hora e a todo momento.

Termino como o sino lá da catedral

Vibrando quando é Páscoa e Natal.

 



Escrito por PePaulo às 22h34
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Caleidoscópio

Basta  que esta casta prole inche o fole da ira e a mentira argüida pelo verbocida transgrida a vontade da plêiade de corruptos e corruptores desta besta que da mosaica cesta foge e hoje busque o truste do remédio o tédio de saber-se sóbrio nu'niverso ébrio de volúpias dúbias e certezas surdas cálidas e gélidas.

Entendeu? Nem eu!



Escrito por PePaulo às 13h24
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Onde te guardei? Onde coloquei? É duro, quando colocamos num lugar... escondemos para não perder e depois não achamos mais.

Interessante, pois se escondemos, guardamos é que tememos perder, mas o que acontece é justamente isto. Escondemos tão bem que acabamos por perder.

Talvez, pensamos que haverá tempo, mas tempo não haverá, pois ele já há. E o que temos é o que há agora. E o que guardamos vai embora, mesmo que peçamos para esperar.

Lembro-me de que, quando criança, muitas vezes ganhei aqueles balões coloridos cheios de hélio. Eles eram lindos. Brincava com eles até não mais conseguir ficar acordado. Lembro-me até hoje de onde os guardava: dentro da máquina de costura de mamãe. Pensava que depois do sono iria acordar descansado e poder brincar novamente. Doce ilusão. No dia seguinte lá estava o balão murcho, não voava mais.

Carpe diem. Colha o dia. Agora. A bela rosa de hoje, será um punhado de pétalas no chão do amanhã.

Mas como dizia: onde guardei mesmo?



Escrito por PePaulo às 19h28
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Feliz Aniversário

Hoje faz exatamente um ano de minha última mensagem.

Um ano de silêncio profícuo: o que não escrevi, fiz, vivi, senti.

Se há um ano partia, paria, quebrava, hoje celebro, louvo, agradeço.

Hoje sou acolhido pelo Coração de Maria.

Deus seja louvado por tantas graças.



Escrito por PePaulo às 13h28
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A dura dor do parto...

Partir: ir embora...

Partir: quebrar ao meio...

Parto: nascimento...

Tantos significados... chamo o Jessé pra cantar pra mim...

Voa , voa minha liberdade
Entra se eu servir como morada
Deixa eu voar na sua altura
Agarrado na cintura
Da eterna namorada
Voa , feito um sonho desvairado
Desses que a gente sonha acordado
Voa coração escolachante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado
Voa nas manhãs ensolaradas
Entra , faz verdade essa ilusão
Voa no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem direção
Voa no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem direção
Voa , voa minha liberdade
AAhh    Voa coração escolachante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado



Escrito por PePaulo às 19h28
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Ainda os anjos...

Sussurro, sopro, hálito, vida
Cantos da terra... quantos são?
Serão lugares? Serão vistos?
Serão hinos? Serão ouvidos?
Acho que os prefiro assim,
pois ouvidos liberam os olhos
para que cerrados possam viajar pra longe...
Onde os cantos angelicais podem ser ouvidos...
E assim entendo que os sussuros são
dos anjos!
E então abro os olhos e vejo o anjo que me sussurra...
Nossa! Não tinha reparado que era tão lindo assim!

Escrito por PePaulo às 03h58
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Sobre um anjo...

Quantas coisas cabem dentro de nós!!!!

Sentimentos, pensamentos, desejos, sonhos, idéias, enfim, uma infinidade de coisas que nos fazem únicos no mundo.

Quando encontramos outras pessoas por vezes perdemos a chance de descobrir um novo universo, única versão da capacidade criadora de Deus. Descobrir Deus mais um pouco em cada pessoa que conhecemos. Olharmos através das ex-pressões e descobrirmos as im-pressões.

Vencer rótulos para beber conteúdos. Respeitar o tempo do outro, pois do jeito da gente já passamos por lá e quando lá estávamos sabíamo-nos gente.

Saber viver é saber viver com quem aparece no caminho, do jeito que aparece e ser feliz e fazer dele um companheiro desta guerra que é nossa vida. Seja bem vindo!



Escrito por PePaulo às 20h04
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Nossa! Quanto tempo faz que não passo por aqui... mas voltei...



Escrito por PePaulo às 19h55
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Uruguai

Hoje, dia 21, as 16 horas, chegamos a Montevideu, Uruguai. Passamos aqui algumas horas e zarpamos nesta noite mesmo para Buenos Aires. Abracos a todos.

Escrito por PePaulo às 22h30
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Otimismo!

Que lindo dia faz hoje! O sol entre as brumas, tempos de beleza sem par... Quisera eu ter um dia desses e eis que chega. Sorrio e dou graças a Deus por existir. Por poder dizer para tantas pessoas como a vida é linda... bella como dizem os italianos, tornando-a duplamente bonita.

Que bom... tanta gente boa, que me faz só o bem... Deus seja louvado!

Glória a Deus por tantas maravilhas!

Viva Jesus!



Escrito por PePaulo às 16h56
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corro

corro



Escrito por PePaulo às 23h30
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Verde

Verde

Ver-te verdejante

Brilhante

Esmeralda

Esmera-se por ser bela.

Evoca a beleza das matas.

Mortas, assombram-nos desertos.

Certos de esperas.

Esperança verde é tua cor

Coragem, adiante!

Segue, toma posse!

Posseiros de campos de sonhos

Plantados em almas gentis

Que aguardam com paciência

O desabrochar da promessa.

E, afinal, vê-la.

Ver-te verde esperança.



Escrito por PePaulo às 04h08
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E para falar que falei das flores...

Quantas palavras... ditas... caladas...

Quantas palavras... proscritas... calejadas...

Quero abafá-las para que não gritem, não incomodem.

Mas elas insistem em vir-me à mente, à língua.

No meu silêncio elas transparecem no meu rosto... rude.

Rosnadas entre dentes, queriam silenciar, mas não conseguem.

Tenho que as parir para que parem de doer.

Depois me arrependo, mas é tarde.

Vieram à luz e aos ouvidos que me cobram pelo dito... maldito.

Coro, corro ao encontro de algo que as justifique.

Busco e no encontro brusco com minha alma sei.

Sei que apesar de não querer tê-las dito, foi melhor assim.

A santidade cala, mas no caminho para ela, a boca fala.

E no caminho do erro aprendo a acertar.



Escrito por PePaulo às 02h21
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Procrastinar

Sabe, não faz muito tempo que aprendi esta palavra. Não sabia ou não lembrava que ela existia. Mas ao ouvi-la, meus parcos conhecimentos de latim já a traduziram: deixar para depois.

Para mim foi um espanto: descobri o nome do fantasma que há tempos me assombrava. Afinal, temos sempre um ótimo motivo para não nos decidirmos a fazer o que tem que ser feito. Este motivo também tem nomes: paciência, precaução, cuidado, sabedoria, etc. Na verdade esses são os apelidos, afinal seus verdadeiros nomes nos assombram nas noites de pesadelo: medo, insegurança, falta de confiança, descrença, morte. Mas não proclame estes nomes alto. Cale-se. Não os chame. Não os acorde. Use de palavras mais doces, mais propícias a nos enganarmos e aos outros. Use sempre os apelidos...

Impressiona-me agora a imagem de Santo Expedito: pisa o corvo (mau agouro) que grita "cras" (amanhã) e levanta a cruz: que seja hoje (hodie). Coragem. Por que deixar para amanhã? Temos datas para todos os eventos e decisões de nossas vidas. Raramente temos a ousadia de dizer: hoje! Afinal, o que seria das agendas se não fossem os amanhãs, o que seria dos diários se não fossem os ontens? Para o hoje só há a vida: cada respiração, cada olhar, cada toque, cada palavra (ouvida e dita). Que horror: o hoje nos escapa entre os dedos...

Ainda há tempo. Ainda há esperança. Viva! Aja! Seja! Hodie... hodie... hodie...



Escrito por PePaulo às 02h56
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